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Tapete vermelho foi vintage, ativista e com toque de drama

Veio também com a atriz Saoirse Ronan, que refez um vestido que ela mesma usou no Bafta, no fim de semana


Por Estadão Conteúdo Publicado 10/02/2020
Foto: Divulgação/Academy Awards
O tapete vermelho é a passarela mais vista do planeta. O que os artistas de Hollywood vestem e falam ali repercute loucamente e reforça discursos adotados pelo mercado do luxo e do glamour. No momento, não há nada mais chique do que ser sustentável. A consciência ecológica chegou ao red carpet com o vestido de Margot Robbie, garimpado em coleção de 1994 da Chanel Preto, chique, autenticamente vintage. Veio também com a atriz Saoirse Ronan, que refez um vestido que ela mesma usou no Bafta, no fim de semana.

Arianne Phillips, a figurinista vencedora do Oscar por seu trabalho em Era uma Vez em Hollywood, também reutilizou seu vestido do Oscar de 2012 com a ajuda do estilista Jeremy Scott, da Moschino.

Já o festejado ator Joaquin Phoenix, que perdeu 23 quilos em quatro meses para viver o Coringa, decidiu vestir o mesmo smoking em todas as premiações do ano, para chamar a atenção para o descarte desnecessário de roupas. O smoking leva a assinatura da estilista Stella McCartney, grande referência na moda eco-friendly.

Nessa linha de peças atemporais e feitas para durar, brilharam ainda as atrizes Renée Zellweger, elegantíssima em um longo clean branco da Armani Prive, e Charlize Theron, matadora com um vestido minimalista e impecável da Dior. Penélope Cruz foi outro destaque usando um vestido lindo preto, adornado por uma camélia branca e por um cinto de pérolas – um clássico da Chanel.

Entre as maximalistas e dramáticas, quem arrasou foi a cantora Janelle Monáe, com um modelo de pedrinhas de cristal (mais especificamente 168 mil cristais), que levou 700 horas para ser bordado. A atriz Scarlett Johansson também apostou em modelo brilhante prateado com direito a transparência e cauda longa.

Pós-movimento #Me Too, que uniu atrizes em torno da luta contra o assédio e a agressão sexual e a favor da igualdade de direitos, a grande manifestação política da noite veio com Natalie Portman, que usou uma capa bordada com os nomes das diretoras que poderiam ter sido indicadas para o prêmio deste ano e não foram. Quem disse que as roupas não falam? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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