16 de setembro de 2019

Diretor de ‘O Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ anuncia que filme ganhará documentário

Questionado sobre uma possível série de Amélie, o diretor disse que tem recusado essa oferta já que a mesma atriz não poderia fazer


Por Folhapress Publicado 08/05/2019

Já se passaram quase 20 anos desde que o filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” foi lançado, dando ainda mais visibilidade ao cinema francês. Agora, o diretor da obra Jean-Pierre Jeunet confirma que está investindo em um mocumentário (documentário que faz paródias com eventos famosos) sobre a trama da jovem Amélie.
De acordo com o portal de cinema americano IndieWire, ao qual Jeunet concedeu uma entrevista, ainda não há título ou roteiro completo do mocumentário, mas Jeunet e seu parceiro, Guillaume Laurant, estão somando ideias para a produção. A intenção é revisitar a produção original como uma paródia.
Jeunet pede que os fãs não criem grandes expectativas, já que se trata de algo “bobo, engraçado e barato”. “Estou escrevendo um falso documentário sobre as filmagens de ‘Amélie’, como o filme de Peter Jackson sobre o início do cinema. Vai ser algo bobo, engraçado, muito barato de se fazer, espero”, disse ao portal.
Eu tenho lutado para fazer um filme por quatro anos, porque o mundo é muito diferente agora”, disse o diretor. “Meus filmes são peculiares e não é um bom momento para filmes peculiares, porque todos querem lucrar sem riscos”.
Questionado sobre uma possível série de Amélie, o diretor disse que tem recusado essa oferta já que “não seria a mesma atriz [Audrey Tautou], seria algo barato porque não temos condições financeiras de arcar com as despesas”.
Ele também comenta que as novas construções em Paris dificultariam a montagem de uma nova obra. “Paris está feia agora. Então não, eu não tenho vontade de fazer uma sequência ou uma série. Só este documentário”, disse.
Jeunet acrescentou que se arrependeu de ter vendido os direitos musicais do filme, que estreou na Broadway em março de 2017. “Foi um desastre”, disse ele. “Eu aceitei apenas pelo dinheiro para ajudar algumas crianças através de uma associação que oferece cirurgias cardíacas. Essa foi a única razão pela qual eu aceitei, porque eu odeio musicais. No final, acho que salvamos três crianças”.
Na entrevista, Jeunet ainda comentou que não tem ido muito ao cinema, mas que se sente frustrado ao ver essa área migrando para o mobile.
“Idealmente, eu preferiria continuar fazendo filmes para o cinema do que para serem vistos em um iPad”, disse. “É frustrante quando você presta tanta atenção à qualidade de uma imagem, para pensar que ela estará em uma tela pequena”.

Por Folhapress