26 de junho de 2019

Tatu ganha ‘cadeira de rodas’ após perder movimento das patas

'Bolinha' foi encontrado em rodovia e socorrido pelo Iema; paraplegia foi consequência de desnutrição e doenças


Por Redação Educadora Publicado 25/04/2019 Atualizado em 08/05/2019 às 18:22

Era para ser apenas por uns dias, mas Bolinha precisava de mais atenção. Doente e paraplégico, o tatu de cinco meses chegou ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) apenas para se recuperar, mas acabou conquistando os veterinários e ganhou até uma “cadeira de rodas” para conquistar mais independência.

Bolinha quase morreu de desnutrição e estava com sérios problemas crônicos. Para entender como o animal chegou a esse ponto é necessário voltar a dezembro de 2018.

Uma pessoa entrou em contato com os profissionais do Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Silvestres (Cetras), setor que fica no Iema, dizendo que tinha encontrado um filhote de tatu em uma rodovia.

Segundo o veterinário Luis Felipe Mayorga, o relato causou estranheza, pois o animal era manso, estava fraco, mas não estava ferido. Para a equipe que o atendeu, não se tratava de um animal que estava vivendo livre na natureza e não tinha sido atropelado.

O animal na verdade estava anêmico, desnutrido, com várias doenças e com sinais de maus-tratos. O veterinário que o atendeu constatou que a paraplegia foi consequência de desnutrição e doenças.

“Nossa equipe ficou muito comovida. O animal estava fraquinho, indefeso, magro e se não recebesse os cuidados necessários ele iria morrer logo. Começamos a dar a alimentação adequada e os medicamentos, e a cada semana que passava era uma vitória. Toda semana nós vibrávamos ao ver que ele tinha ganhado mais peso, que estava mais forte”, relembrou Luis Felipe.

Recomeço
Na nova “casa”, Bolinha tem a companhia de outros animais, todos vítimas de maus-tratos, abandonados ou que necessitam de algum atendimento médico específico. Como não se locomove muito bem, Bolinha não consegue mais cavar e entrar em buracos na terra, comportamento comum na espécie.

Bolinha ainda está sob cuidados veterinários, toma remédios e faz tratamento intensivo. Luis Felipe revela que ainda é incerto dizer que o tatu pode voltar a andar normalmente um dia.

“Independente de ele voltar a andar ou não, ele vai precisar ficar em cativeiro pelo resto da vida. Isso porque ele não teve tempo para aprender como é ser um tatu. Por não saber comer, se esconder direito e lidar na natureza, se ele for solto vai vir a óbito. Estamos acompanhando o caso para ver se ele melhora, mas isso é incerto”, explicou.

As informações são da TV Gazeta e do portal G1 Espírito e Santo.