16 de novembro de 2019

Moro e Lava Jato devem ser considerados heróis, diz presidente da Petrobras

Também disse que a divulgação de mensagens entre Moro e procuradores é uma "tentativa desesperada" de parar a operação


Por Folhapress Publicado 01/07/2019
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta segunda (1º) que o ministro da Justiça, Sergio Moro, e a força-tarefa da Operação Lava Jato devem ser considerados heróis por terem livrado a estatal de esquema de corrupção.

Também disse que a divulgação de mensagens entre Moro e procuradores é uma “tentativa desesperada” de parar a operação.

As declarações foram feitas em palestra para executivos promovido pelo grupo empresarial Lide, um dia depois das manifestações de apoio e Moro e à Lava Jato em todo o país. “Vejo hoje algumas pessoas de inclinação criminosa tentando denegrir a imagem desses profissionais que devem ser considerados heróis”, disse o executivo.
Questionado após o discurso sobre quem seriam as pessoas com inclinação criminosa, ele não citou nomes, mas alegou que as informações foram obtidas “através de um crime cibernético”.

“Esse episódio é uma tentativa desesperada de denegrir a imagem do ministro e a força-tarefa”, reforçou.

Castello Branco iniciou seu discurso defendendo Moro e a força-tarefa. O evento do Lide foi realizado na mesma avenida onde, no domingo (30), apoiadores do governo realizaram manifestação em defesa de Moro e da operação Lava Jato.

“No passado recente, a Petrobras foi vítima de um assalto, foi saqueada por uma organização criminosa que composta por políticos corruptos, funcionários criminosos e capitalistas que não gostam do capitalismo”, disse.

“Eu gostaria de ressaltar e agradecer ao hoje ministro Sergio Moro e à força-tarefa de Curitiba, que foi importantíssima para descobrir e punir esses criminosos”, completou. Segundo ele, o esquema de corrupção gerou duas crises na companhia, uma de imagem, que ainda tem reflexos na empresa, e uma financeira, que está sendo vencida.