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Indicação de Eduardo Bolsonaro é “mimo” da velha política, diz Frota

O deputado federal criticou a atitude do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e desaprovou os discursos atuais de pai e filho


Por Redação Educadora Publicado 01/08/2019
Foto: Michel Jesus (Câmara dos Deputados)
O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) prosseguiu nesta quinta-feira (01/08/2019) com a série de declarações duras sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que vem fazendo nos últimos meses. O parlamentar agora se mostra frontalmente “contra” a indicação do filho do chefe do Planalto, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira nos Estados Unidos. Ele chamou a inciativa de um “mimo” dado de pai para filho, baseado na “velha política”.

“Assim que completou 35 anos, que corresponde à idade mínima constitucional para o exercício do cargo de Embaixador, recebeu um mimo do Capitão, ser indicado para assumir a embaixada mais importante do país, em Washington”, escreveu, em um texto que disparou para a imprensa.

Segundo Frota, o fato contradiz o que ambos falaram durante as eleições de 2018, uma vez que a possível nomeação de Eduardo, para o deputado, é “o que há de mais velho na política”. “Clãs familiares ocupando cargos eletivos e expandindo seus tentáculos na administração pública”, acrescentou.

Apesar de não considerar nepotismo, Frota elencou os motivos pelos quais Eduardo Bolsonaro não seria um bom nome para o cargo. “Confiança absoluta não basta. A diplomacia nesse nível pressupõe notórios conhecimentos de política internacional, amplos relacionamentos e, sobretudo, profundas habilidades de negociação. Eduardo nada tem de diplomático”, pontuou.

Relação de subordinação

O deputado federal lembrou de uma declaração feita pelo filho do presidente de que o Supremo Tribunal Federal poderia ser fechado por um “cabo e um soldado”. De acordo com o parlamentar, Eduardo não respeita a Constituição Federal e os poderes brasileiros. “A destreza em fritar hambúrgueres não o credencia”, ironizou.

Frota afirma ainda que relações diplomáticas não podem se confundir com amizades pessoais e cita a importância de manter as relações do Brasil com outros Estados pautadas pelo art. 4º da Constituição Federal. No trecho, um dos princípios citados é o de “igualdade entre os Estados”.

Nesse caso, para o deputado, o filho do presidente da República mantém uma relação de subordinação aos EUA e não de independência. “Sendo as relações entre Brasil e Estados Unidos, como de fato são, tão importantes, inegável o prejuízo ao país diante do fato de Washington permanecer sem embaixador à espera dos 35 anos de Eduardo. O Brasil está acima de tudo, inclusive dos benefícios familiares e das ambições pessoais”, finalizou.

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