12 de dezembro de 2019

De volta ao gabinete, Covas diz que o corpo determinará seu ritmo de trabalho

O prefeito disse esperar o dia em que irá comemorar "a vitória plena" contra a doença


Por Estadão Conteúdo Publicado 18/11/2019
Foto: Divulgação

Sob aplausos de servidores, políticos e do governador João Doria (PSDB), o prefeito Bruno Covas (PSDB) retornou nesta segunda-feira (18) ao gabinete da Prefeitura de São Paulo. Ele não quis comentar a eleição à prefeitura em 2020 e disse que o próprio corpo ditará seu ritmo de trabalho à frente da gestão da cidade.

“Enquanto eu tiver dentro das minhas faculdades mentais e condições físicas, eu sou obrigado a ser prefeito”, disse Covas em uma coletiva de imprensa. Covas afirmou ainda querer trabalhar o máximo possível para poder ocupar a mente.
O prefeito Bruno Covas passa pelo tratamento de um câncer no trato digestivo. Pelas recomendações médicas e para preservar a saúde, o prefeito deve evitar agendas externas com grandes aglomerações. “Quimioterapia, além de derrubar o cabelo, derruba a imunidade. No meu caso, eu não tinha cabelo, preventivamente tirei a barba”, brincou o prefeito.

Covas disse que poderia até gravar vídeos para que pudesse estar presente em eventuais inaugurações feitas pela prefeitura. “A ausência do prefeito não pode impedir a inauguração de uma UBS que vai atender à população”, disse Covas.
O tucano agradeceu ainda as mensagens de amigos e cidadãos anônimos que lhe desejaram melhoras. O prefeito disse ainda esperar o dia em que irá comemorar “a vitória plena” contra a doença. Covas voltará a se ausentar do gabinete na próxima segunda-feira (25), quando se internara para a terceira sessão de quimioterapia que deverá ocorrer entre a terça e quarta-feira.

Durante a coletiva, Covas foi questionado diversas vezes sobre sua candidatura à prefeitura em 2020. Foi questionado também sobre alianças com a deputada federal Joice Hasselman. Todas as vezes, o prefeito disse que aguardará o ano de 2020 para tomar decisões. Segundo ele, até lá, qualquer projeção sobre o futuro político da cidade seria um trabalho de futurologia.
Um impasse pode se criar em São Paulo, principalmente a partir de abril de 2020. Neste período, caso o prefeito se ausente, qualquer político que assuma seu posto fica impedido de concorrer à eleição. Estão na linha sucessória de Covas os vereadores Eduardo Tuma (PSDB, presidente da Câmara), Milton Leite (DEM, vice-presidente) e, depois, Rute Costa (PSD, 2ª vice-presidente).

Questionado sobre o impasse, Covas desconversou e disse estar planejando apenas o seu aniversário de 40 anos para o mês de abril.
A coletiva de imprensa foi concedida ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que afirmou que o partido não tem um segundo plano para a candidatura à prefeitura da cidade. “Não há plano B. O que existe é plano Covas”, falou.
Covas teceu elogios a Doria e disse que a prefeitura está agindo em parceria com o governo do estado em assuntos como a permanência da Fórmula 1 no autódromo de Interlagos, soluções para a região da cracolândia e a despoluição do rio Pinheiros.