19 de novembro de 2019

Bolsonaro diz que vai demitir presidente dos Correios por ‘comportamento de sindicalista’

Ele disse ainda que está estudando um substituto para o cargo


Por Folhapress Publicado 14/06/2019
Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta sexta-feira (14) que vai demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, por ele ter se comportado como “sindicalista”.
Ao final de um café da manhã com jornalistas, o presidente comentou que deve exonerar Juarez nos próximos dias por seus gestos durante audiência pública na Câmara.

Desagradou o presidente o fato de o general ter tirado foto com parlamentares de esquerda e de ter dito que não haverá privatização dos Correios, como é planejado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ele disse ainda que está estudando um substituto para o cargo.

Bolsonaro recebeu jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto para um café da manhã nesta sexta.
A declaração sobre o presidente da estatal se deu quando ele comentava sobre a saída do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo, formalizada na quinta (13).

DEMISSÃO DE GENERAL
O presidente Bolsonaro demitiu na quinta-feira o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo da Presidência da República.

A queda do ministro, antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi a terceira no primeiro escalão em menos de seis meses de mandato.

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, confirmou que Santos Cruz será substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, que é comandante militar do Sudeste.

Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, Santos Cruz se envolveu em seguidas crises com os filhos do presidente, além de um embate com o escritor Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro.

A comunicação de governo era um dos principais pontos de disputa.

Santos Cruz foi avisado de sua demissão em reunião com o presidente e com o ministro Augusto Heleno, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que ocorreu 12h20 no Palácio do Planalto, pouco antes de Bolsonaro decolar para Belém para uma agenda de governo.