17 de outubro de 2019

Quatro anos depois, Polícia prende suspeito de crime brutal que vitimou português no Paraná

O suspeito chegou do trabalho e teria ficado irritado ao ver a vítima sentada em frente ao computador sem fazer nada, em crime que ocorreu em 2015.


Por Estadão Conteúdo Publicado 12/04/2019
(Foto: Reprodução/PCPR)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na tarde de quinta-feira (11), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 29 anos, suspeito por um crime de homicídio brutal que vitimou um estrangeiro no mês de setembro de 2015. O suspeito apresentou-se junto de seu advogado na unidade especializada da PCPR.

Conforme apurado, a vítima e a esposa teriam vindo de Portugal para o Brasil no mês de março de 2014. Após algum tempo, a esposa da vítima teria voltado para o país de origem e ele permanecido em Curitiba, vivendo de depósitos que sua mãe fazia mensalmente a ele. No mês de junho de 2015, ele foi morar no bairro Campo de Santana, na casa do homem de 29 anos, com quem tinha feito amizade recentemente.

De acordo com testemunhas, no dia 7 de setembro de 2015 o suspeito chegou do trabalho e teria ficado irritado ao ver a vítima sentada em frente ao computador sem fazer nada. Momento em que disparou um tiro em sua cabeça e em seguida passou a agredi-lo com com socos e chutes. Na sequência, o homem arrastou a vítima até a cozinha e cortou seu pescoço com uma faca.

O suspeito teria enrolado o corpo do português em um cobertor e transportado até o Rio do Passaúna, onde foi encontrado no dia 9 de setembro de 2015 por pescadores que frequentavam o local. Como a vítima não tinha familiares no Brasil, quem foi fazer o reconhecimento do corpo foi o próprio homem de 29 anos.

Quando a viúva dele chegou ao Brasil, viu o suspeito utilizando alguns objetos pessoais que eram de posse da vítima, o que gerou uma certa desconfiança. A PCPR acredita que o crime foi motivado por ganância, pois o suspeito sabia todos os dados bancários da vítima e tinha conhecimento do dinheiro que ele recebia mensalmente de sua mãe.

O homem de 29 anos nega a autoria do crime. Entretanto, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por haver tortura, motivação fútil e nenhum direito de defesa, e encontra-se detido à disposição da Justiça.