29 de outubro de 2020

Pancadão do Belinha Ometto, em Limeira, vara a noite e tem até incêndio em veículo

Imagens foram compartilhadas nas redes sociais; moradores pedem socorro


Por Carlos Gomide Publicado 26/09/2020

A aglomeração de jovens na Avenida Canadá, no Belinha Ometto, em Limeira, conhecida como “Pancadão“, continua tirando a paz de moradores da região. Imagens que circulam nas redes sociais mostram jovens desrespeitando o distanciamento social sem o uso da máscara na madrugada deste sábado (26).

As cenas mostram jovens bebendo, muitos veículos não respeitando as normas de trânsito e com som acima do permitido. Uma imagem gravada já no final da madrugada mostra um sistema de som potente tocando funk em um volume muito alto e dezenas de jovens dançando. Por volta das 0h30, o Corpo de Bombeiros foi acionado, pois um carro começou a pegar fogo em uma rua próxima ao “Pancadão”. O vídeo mostra a dificuldade da viatura de chegar ao local do incêndio, devido a presença de veículos fechando a via. Foi necessário o uso da sirene para alertar os outros motoristas.

RECLAMAÇÕES

Ouvintes da Educadora se manifestaram pelo WhatsApp durante o programa Educadora de Manhã desta sábado, apresentado por Carlos Gomide. Um morador que pediu anonimato disse que até as pessoas que tomam calmante para dormir têm dificuldade para conseguir pegar no sono devido ao som alto e bagunça.

Uma mulher afirmou que que mudou do bairro por conta da aglomeração. Com exceção da viatura dos Bombeiros, não foi possível ver outros carros das forças de segurança (Polícia Militar e Guarda Civil Municipal) no local.

Ouvintes, que são moradores do bairro, afirmaram também que os jovens se rebelam contra as forças de segurança quando elas chegam na avenida. Em entrevista recente à Educadora, o capitão Costa Pereira, comandante da 5ª CIA da Polícia Militar, responsável pelo policiamento da área, contou que as equipes são atacadas com pedradas e garrafadas. “Eles chegam a guardar esse material justamente para nos atacar”, comentou.

Para ele, é necessário que haja uma integração maior entre os poderes do município para resolver o problema. “Temos nossa parcela de responsabilidade, mas não somos os únicos”, frisou o oficial.