14 de novembro de 2019

Menina de seis anos é assassinada por prato de comida

Crime bárbaro aconteceu semana passada em Mongaguá, no litoral de São Paulo


Por Redação Educadora Publicado 25/04/2019
Kauani Cristhiny e mãe, Diana Soares. Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

O suspeito de ter estuprado e assassinado a menina Kauani Cristhiny Rodrigues, de seis anos, ao tirá-la de sua casa enquanto dormia em Mongaguá, no litoral de São Paulo, revelou à polícia, nesta quarta-feira (24), que decidiu matar a menina após a mãe dela ter lhe negado um prato de comida. Em depoimento anterior, o homem disse que havia agido por vingança, mas sem especificar o que realmente havia acontecido. Ainda segundo a polícia, o assassino frequentou a casa da criança e conviveu com a família enquanto ela dada como desaparecida.

Em entrevista ao G1, o delegado Francisco Wenceslau, do 2º Distrito Policial de Mongaguá, afirmou que o homem deu respostas desconexas no interrogatório. Rodrigo sustentou a versão de que todos estavam em uma festa consumindo drogas quando começaram a brigar. “Ele disse que ela [mãe da menina] não quis dar comida nem droga para ele. Foi uma conversa meio sem pé nem cabeça entre os dois”, afirma o delegado.

Segundo Wenceslau, responsável pelo inquérito policial do caso, a hipótese de crime sexual será confirmada, definitivamente, após novos exames. Para ele, o homem confessou ter realmente matado a menina mas, por outro lado, negou que tenha a agredido sexualmente. A família, por sua vez, nega qualquer tipo de desentendimento.

“Pode ter havido discussão ou não. Só que quando ele fala que foi por vingança, ele afasta a ideia do crime sexual. Ele conduz os investigadores para sair do foco do crime sexual. A discussão e o uso da droga não levam a matar ninguém. Tem alguma coisa estranha aí. Essa é a linha que estamos trabalhando”, diz.

Para o delegado, não há dúvidas de que houve homicídio e as imagens das câmeras de monitoramento documentam o que ele afirmou durante o interrogatório. “Se ele não tivesse matado, ela teria saído ou pedido socorro porque o local não é muito alto. O conjunto indica que houve homicídio”, finaliza.

Tia desconfiou
Segundo a dona de casa Sheila Aparecida Lira Soares, tia da garota, não houve festa. Ela e a irmã, mãe de Kauani, estavam reunidas com alguns amigos, ouvindo música. Horas depois, quando Kauani desapareceu, ela logo desconfiou de Rodrigo e foi procurá-lo. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que ela agride o homem, na tentativa de que ele dissesse o que ocorreu.

“Ele é um monstro. Porque na hora que a gente sentiu falta dela eu fui diretamente nele procurá-lo. Eu tinha visto ele no portão um pouco antes de ela sumir. E ele estava dormindo tranquilamente. Eu cheguei até a bater nele, perguntando ‘cadê a Kauani, cadê a Kauani?’. E ele falava que não sabia”, diz.

A Polícia Militar chegou ao local e ele chegou a ser levado à delegacia, mas foi liberado em seguida porque naquele momento não havia indícios de que ele poderia ser o autor do crime, segundo a polícia.

Ela conta que ele continuou frequentando a casa da família após ser liberado. “Ele foi para a delegacia e prestou depoimento, porque eu estava desconfiada dele desde o inicio. Ele foi liberado e passou a semana inteira aqui. A semana inteira olhando para a gente. Ele chegou a falar para mim: “Eu te perdoo porque você bateu em mim”.

Resultado IML
De acordo com o delegado, os resultados dos primeiros exames do Instituto Médico Legal (IML) são inconclusivos, mas foram detectadas lesões na genitália que podem ser compatíveis com violência sexual. Mas ainda não é possível afirmar se houve ou não estupro devido ao avançado estado de decomposição do corpo.

Além disso, o fato de a jovem ter sido encontrada no córrego sem a roupa íntima dificulta a detecção de elementos que confirmem o estupro. “Apesar de ter lesões que podem dizer que houve abuso, também há uma duvida. Vamos tentar sanar com os exames complementares. A polícia trabalha com indícios, mas a confirmação científica ainda não é possível”, diz.

De acordo com o delegado, os resultados dos primeiros exames do Instituto Médico Legal (IML) são inconclusivos, mas foram detectadas lesões na genitália que podem ser compatíveis com violência sexual. A questão é que não é possível afirmar se houve ou não estupro.

Os exames também detectaram uma pequena lesão na traqueia, o que é compatível com o discurso de que houve esganadura, além da presença de água no pulmão – o que pode indicar que ela tenha aspirado a água do córrego.

Segundo o delegado, o médico legista irá analisar se há existência de algas na água encontrada. Isso permitirá identificar o período em que ela esteve submersa e se ela aspirou quando estava viva ou não.

As informações são da TV Tribuna e do portal G1 Santos e Região.