11 de dezembro de 2019

Homem que matou genro após receber mensagem da filha se apresenta, em Praia Grande (SP)

Na delegacia, homem disse que agiu em "legítima defesa". Ele recebeu pedido de socorro da filha pelo WhatsApp


Por Redação Educadora Publicado 13/10/2019

O acusado de matar o genro após receber um pedido de socorro da filha pelo WhatsApp em Praia Grande, no litoral de São Paulo, se apresentou na delegacia, segundo a Polícia Civil.

Em depoimento neste domingo (13), o representante comercial Edson Claro de Almeida, 52 anos, disse que matou Elton Gomes da Silva, 36, por “legítima defesa”, já que a filha estava sendo ameaçada e ele também. Após os esclarecimentos, o homem foi liberado.

Ao G1, o delegado titular do 1º DP de Praia Grande, Flávio Magário, que investiga o caso, disse que Edson narrou o histórico de outras ocorrências envolvendo sua filha e o genro.

“Ele afirmou também ter efetuado três disparos, atingindo o tórax , a lateral do tórax e um terceiro que ele diz não saber se atingiu e onde teria atingido a vítima. Esse tiro foi o que acertou a cabeça de Elton na verdade”, detalha o policial.

Segundo o delegado, Edson relatou que foi chamado pela filha, que estaria com medo e assustada pelas agressões e ameaças na noite do dia 6 de outubro.

Edson Claro de Almeida fugiu após o crime. A filha do representante comercial relatou que havia terminado seu relacionamento há cerca de dois anos.

A jovem informou que, ao chegar em casa, reparou que Elton Gomes da Silva estava observando sua movimentação na rua. Após isso, ele a teria obrigado a entrar em casa e ameaçado com uma faca.

Tentando acalmá-lo, a mulher foi tomar banho e mandou uma mensagem pedindo ajuda para o seu pai. Ela relatou ter sido agredida com murros na cabeça pelo ex-companheiro, que também quebrou seu celular.

A jovem já havia denunciado o companheiro duas vezes, por agressão e ameaça de morte. Nas duas ocasiões, como não houve representação penal por parte da vítima, o caso acabou sendo arquivado.

Segundo o delegado do caso, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) que irá definir, com base nas investigações policiais, se Edson será denunciado pelo homicídio.