17 de agosto de 2019

EUA acusam Venezuela de agressão contra avião norte-americano no Caribe

Caça venezuelano teria se aproximado agressivamente de um avião de inteligência dos Estados Unidos sobre o Mar do Caribe


Por Folhapress Publicado 22/07/2019

Um caça venezuelano se aproximou agressivamente de um avião de inteligência dos Estados Unidos sobre o Mar do Caribe, disseram autoridades da Defesa americana, classificando a manobra como “pouco profissional”.

O Comando Sul afirmou no domingo (21) que o caça venezuelano, um SU-30 “Flanker” de fabricação russa, decolou na sexta-feira (19) de uma pista localizada cerca de 320 km a leste de Caracas para seguir um EP-3 americano a uma “distância pouco segura, colocando em perigo a tripulação e a aeronave”.

“O SU-30 se aproximou, de maneira pouco profissional, do avião EP-3, que voava em uma missão no espaço aéreo internacional. Os Estados Unidos realizam rotineiramente missões de detecção e monitoramento reconhecidas e aprovadas internacionalmente na região para garantir a segurança e o bem-estar dos nossos cidadãos e dos nossos parceiros”, acrescentou.

Os dois aviões não colidiram e ninguém ficou machucado no incidente.

O Comando Sul também ressaltou em um tuíte que a atitude venezuelana demonstrava o “apoio militar irresponsável” da Rússia ao “regime ilegítimo” do ditador Nicolás Maduro.

Também apontou “o comportamento imprudente e irresponsável” de Maduro, “que prejudica o direito internacional e os esforços para combater o tráfico ilegal”, acrescentou.

Washington acusa a Rússia de apoiar Maduro com o fornecimento de aeronaves militares, incluindo caças SU-30.

A administração Trump tem repetidamente usado sanções na tentativa de desestabilizar o governo Maduro, cuja reeleição em 2018 foi considerada ilegítima pelos EUA e por muitas nações ocidentais.

A Venezuela está mergulhada em uma forte crise socioeconômica e política que se intensificou em janeiro, depois que o líder do parlamento, o opositor Juan Guaidó, proclamou-se presidente interino, uma investidura reconhecida por cinquenta países.

Após tentativas fracassadas de Guaidó em tomar o poder, governo e oposição realizam negociações no exterior. A última rodada, em Barbados, terminou sem acordo.