16 de setembro de 2019

As 3 relíquias de Cristo que estavam em Notre Dame foram salvas

A coroa de espinhos, um dos cravos usado na crucificação de Cristo e um fragmento da cruz foram salvos das chamas.


Por Redação Educadora Publicado 17/04/2019
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A Catedral de Notre Dame por inteiro era uma obra de arte em si mesma: seu estilo gótico, vitrais magníficos, gárgulas, órgão imponente e outras obras de arte e esculturas dentro e fora da igreja.

Contudo, os católicos de todo o mundo estavam especialmente preocupados com as três relíquias de Cristo que eram mantidas na catedral entre seus tesouros, e que estão especialmente em nossos corações e mentes durante a Semana Santa: a coroa de espinhos, um dos cravos com os quais Cristo fora crucificado, e um pequeno pedaço da cruz do Senhor no Calvário.

Embora as relíquias dos santos sejam altamente valorizadas, as relíquias de Jesus Cristo são as mais importantes para nós como cristãos, particularmente porque são peças de sua Paixão.

A “boa notícia” em meio à dor desta tragédia é que tanto as relíquias quanto a maioria das obras de arte da catedral estão seguras (ironicamente, ontem, 15 de abril, foi também o dia mundial da arte), incluindo as famosas estátuas dos 12 apóstolos da fachada, e as gárgulas, que haviam sido retiradas da catedral na semana passada como parte de um processo de restauração que estava em andamento.

A túnica do rei São Luís IX, outro tesouro, também está segura. São Luís foi o último monarca europeu a liderar uma Cruzada para recuperar Jerusalém, e conseguiu salvar vários tesouros religiosos da Terra Santa no século XIII.

A coroa de espinhos passou por várias mãos antes de chegar à monarquia francesa. Luís IX construiu a Sainte Chapelle no século XIII como local para alojar a relíquia para a veneração dos fiéis, a pouca distância da Catedral de Notre Dame.

Durante a Revolução Francesa, a relíquia foi mantida na Biblioteca Nacional; finalmente chegou a Notre Dame em 1801. Ela é mantida em um tubo de cristal circular, e atualmente está sem seus espinhos, porque eles foram quebrados e distribuídos para várias igrejas (dois deles são encontrados na Basílica de São Pedro, em Roma).

O cravo veio do Santo Sepulcro, e de acordo com relatos históricos, alguns cristãos em Jerusalém o deram ao imperador Carlos Magno no ano de 799.

Estas relíquias de Cristo geralmente não estão à vista dos turistas, mas a coroa é exibida para os fiéis em Paris na primeira sexta-feira de cada mês às 15 horas, momento da morte de Cristo, e na Sexta-Feira Santa por um período mais longo.

Este ano será diferente. Ainda não se sabe onde essas relíquias estarão localizadas enquanto Notre Dame for reconstruída, e não foi anunciado se elas serão exibidas em outra igreja nesta Sexta-feira Santa.

Ao padre Fournier, capelão dos bombeiros de Paris, é o que temos de agradecer por ter entrado na catedral em chamas para salvar a coroa de espinhos e o Santíssimo Sacramento, arriscando a própria vida para salvar essas relíquias icônicas e esse inestimável tesouro da nossa religião.

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Fonte: Aleteia