17 de novembro de 2019

USTL repudia reajuste pedido pela BRK Ambiental

A União Sindical elogiou a decisão do prefeito municipal, Mário Botion, de sugerir parcelamento do reajuste


Por Redação Educadora Publicado 24/04/2019
Divulgação

A USTL (União Sindical dos Trabalhadores de Limeira) vem a público para contestar, de forma veemente, a proposta de reajuste da tarifa da água e esgoto em 8,58%, anunciada pela concessionária BRK Ambiental para este ano.

A entidade, que representa 80% da massa trabalhadora do município, não pode aceitar o aumento de preço muito superior à inflação acumulada do período, especialmente se falando de um item essencial à vida e à saúde da população, como é a água. Lembrando que, em março, a inflação anual medida pelo IPCA ficou estabelecida em 4,5%.

Entendemos que o reajuste leva em conta uma série de variáveis, como o aumento do preço da energia elétrica no período. Num contrato de concessão, no entanto, é imprescindível a existência de salvaguardas de negociação, para a dissolução dos desequilíbrios financeiros, que possam afetar principalmente os menos favorecidos.

Em outras palavras, é preciso evitar ao máximo possíveis prejuízos à população, em vista do caráter social do serviço prestado. Nunca é demais lembrar o alto índice de desemprego atual, elemento que torna ainda mais devastador um reajuste desproporcional da água.

A União Sindical elogia a decisão do prefeito municipal, Mário Botion, de sugerir parcelamento do reajuste, com o intuito de mitigar os efeitos deste. Nossa posição é diferente, no entanto. Queremos a redução do percentual de aumento anunciado, e a restrição deste índice ao índice inflacionário. Nas negociações salariais junto às empresas, é o índice que temos obtido em benefício dos trabalhadores. É o índice que os servidores obtiveram junto ao prefeito, em 2019.

Assim sendo, sabendo-se que o reajuste ocorre em junho, nossa posição é que a empresa deve realizar tal reajuste com base na inflação percebida em maio. Qualquer número superior a este, merece nosso repúdio.

A nota veio assinada pelo presidente da USTL, Artur Bueno Júnior.