21 de outubro de 2020

Dos 11 candidatos à Prefeitura de Limeira, três querem Escola Cívico-Militar

Adesão ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é defendida pelos candidatos Clayton Silva (PTC), De Carvalho Joias (PTB) e Dr. Rafael Camargo (MDB)


Por Thayla Ramos Publicado 16/10/2020 Atualizado em 19/10/2020 às 13:10

Dos onze candidatos à Prefeitura de Limeira nas eleições municipais, três defendem a instalação de uma Escola Cívico-Militar no município. As propostas estão nos Planos de Governo, divulgados recentemente pela Educadora, que apresentou as propostas de cada coligação e partido em quatro principais eixos: economia, segurança, saúde e educação.

A implantação da Escola Cívico-Militar em Limeira é uma das diretrizes do Partido Trabalhista Cristão (PTC) na proposta “Um novo tempo para Limeira”, dos candidatos Clayton Silva (prefeito) e Zé Carlos Flávio (vice). O partido propõe a instalação da unidade “para que o civismo, a cidadania e o respeito às forças de segurança, bem como o patriotismo seja objeto de aprendizagem em sua integralidade”. O PTC pretende ainda incluir nas escolas o ensino básico econômico-financeiro, “afim de que as crianças aprendam sobre controle financeiro e desenvolvimento”.

O Plano de Governo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com o candidato a prefeito Euclides Rodrigues de Carvalho (De Carvalho Joias) e a vice Enaudo Augusto Da Silva Bahe (Coronel Enaudo) também menciona a implantação da Escola Cívico-Militar, além de educação em período integral, atendendo aos alunos no contra turno escolar, solução dos problemas das vagas em creches e ações voltadas para o ensino pré-vestibular e técnico.

A proposta “Cidade Amada Limeira”, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), também sugere “valorizar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, além de estruturar seu conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa, com a participação do corpo docente e apoio de militares voluntários“. Os candidatos Dr. Rafael Camargo (prefeito) e Dimas Peruzza (vice) também pretendem criar a Secretaria da Educação Especial, órgão ligado à Prefeitura, com recursos próprios, técnicos e materiais.

Escolas Cívico-Militares
O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, que apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares. A proposta é implantar 216 Escolas Cívico-Militares em todo o país, até 2023, sendo 54 por ano. 

As escolas que desejarem participar do Programa precisarão manifestar interesse junto à sua secretaria de educação, que conduzirá um processo de escolha. Nos estados em que não houver adesão, serão selecionados municípios voluntários para aderirem ao Programa.