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Dono de cão Titan alega em inquérito que só incendiou cachorro, por achar que ‘ele já estivesse morto’

‘Estou muito arrependido pelas consequências da atitude que tomei’, afirmou em depoimento à Polícia Civil


Por Ana Paula Rosa Publicado 20/08/2019
Crédito: Danilo Janine/Educadora

Romualdo Conceição de Oliveira, de 27 anos, dono do cachorro Titan – queimado vivo na sexta-feira (16) – alegou em depoimento à Polícia Civil que só teria queimado o animal por acreditar que ele já estivesse morto, por conta de um possível diagnóstico de cinomose – doença grave que atinge cães.

Divulgação/Alpa

“Ao chegar em casa, encontrei o animal caído, inerte, sem sinais aparentes de vida. O chão estava sujo com vômito do animal. Pensei que ele já estivesse morto. Então enrolei ele em um pano e procurei um local para descartá-lo”, disse no inquérito policial.

Oliveira afirma que o cão, de apenas 8 meses, sempre teve a saúde frágil, apesar de alegar ter aplicado todas as vacinas em dia. Ele seria o único animal fruto do cruzamento de um pitbull com um american bully, de uma ninhada mestiça de sete filhotes, que não teria sido vendido. “Eu tratei do cachorro todo esse tempo. Ocorreu que na última semana, ele teve uma piora no estado de saúde”, afirmou.

Ele disse ainda que “pelos sintomas apresentados e após consultar veterinários de casas de venda de ração, achei que ele estava com cinomose e que não tinha mais o que fazer. Ainda assim, continuei medicando por conta própria”, alegou.

DESFECHO

Após alegar no inquérito que achava que o animal estivesse morto, Oliveira levou Titan até uma área verde, enrolado em um pano e ateou fogo. O argumento dele foi que incendiou o cão para que o corpo do animal não cheirasse mal quando começasse a se decompor.

Ainda segundo o documento policial, o dono do cão só soube que ele foi queimado vivo, após a repercussão nas redes sociais. “Fiquei sabendo por meio da rede social Facebook que o animal ainda estava vivo quando ateei fogo no pano. E que foi socorrido, contudo acabou morrendo”, disse.

Crédito: Garra/Polícia Civil

Por fim, ele afirmou estar arrependido e argumentou que não teve a intenção de matar ou maltratar o cachorro. “Estou muito arrependido pelas consequências da atitude que tomei. Nunca fui preso. Já respondi um processo por lesão corporal”, finalizou.

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