19 de outubro de 2019

Impostos de produtos populares nas férias passam de 40% do preço final, diz ACSP

Em uma lista de 30 produtos e serviços populares no recesso de meio de ano, 15 têm cargas tributárias acima de 40% dos preços


Por Estadão Conteúdo Publicado 12/07/2019
Divulgação

Julho é mês de férias para estudantes e professores. Muitos pais aproveitam para tirar folga e ficar com os filhos. Mas nem nesta época os impostos dão trégua. Em uma lista de 30 produtos e serviços populares no recesso de meio de ano, 15 têm cargas tributárias acima de 40% dos preços, aponta levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O videogame está no topo do ranking: 72,18% do preço final de varejo é de impostos. Um Xbox One S que é vendido a R$ 1.400, por exemplo, poderia custar R$ 389,48 se não fosse a pesada carga tributário incidente sobre o produto. “O governo já mostrou intenção de reduzir os tributos dos produtos eletrônicos, inclusive dos jogos e videogames, que não apenas são itens de entretenimento, mas podem ser usados para fins educacionais, como ferramentas de aprendizado. O que não podemos ter é uma carga tributária tão alta como essa”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

O patinete, que está ganhando as ruas de grandes cidades brasileiras, está em segundo lugar da lista, com tributação de 52,78%, a mesma dos patins e do skate. Quem comprar uma câmera fotográfica para registrar os momentos das férias vai arcar com 50,75% de impostos.

Os demais itens com carga tributária acima de 40% são: bola de futebol (48,49%), bicicleta (45,93%), óculos de sol (44,18%), prancha de surfe (43,65%), maiô/biquíni/sunga (42,19%), bronzeador/protetor solar (41,74%), cadeira de praia (40,62%) e piscina de plástico (40,09%).

Na hora do lanche das crianças, o Leão abocanha 30,49% do preço de um sanduíche do McDonald’s e 15,28% do cachorro-quente. Quem for viajar nas férias pagará 22,32% de impostos na passagem aérea e mais 29,56% na hospedagem do hotel.

Com taxação de 20,85%, ingressos para jogo de futebol, teatro e cinema também estão na lista, encomendada pela ACSP para o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).