17 de agosto de 2019

Guedes: ‘Temos 2 anos para simplificar, reduzir e eliminar impostos’

O trabalho que o governo pretende fazer na área tributária tem o objetivo de tornar o País mais competitivo, em condições de disputar no mercado internacional e para que o acordo seja positivo para o Brasil


Por Estadão Conteúdo Publicado 04/07/2019
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo tem dois anos para “simplificar, eliminar e reduzir impostos”, em referência ao período previsto para que o acordo entre Mercosul e União Europeia comece a entrar em vigor. Antes de começar de fato, o acordo precisa ser aprovado pelos congressos dos países que participam dos blocos. Guedes faz apresentação na edição deste ano da Expert, evento da XP Investimentos, em São Paulo.

O trabalho que o governo pretende fazer na área tributária tem o objetivo de tornar o País mais competitivo, em condições de disputar no mercado internacional e para que o acordo seja positivo para o Brasil.

Enquanto falava sobre a falta de abertura do Brasil para o comércio internacional, Guedes criticou a aliança do Mercosul com a Venezuela, que, na visão, era muito mais uma aliança política e ideológica do que uma integração econômica. “Não é uma organização econômica interessante para nós”, disse o ministro, classificando a situação como “obsoleta”.

O ministro criticou a maneira como o MDIC (antigo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) estava funcionando na relação com o setor privado, com lideranças industriais obsoletas que travavam a abertura. “Não teria sido possível (o acordo) se não tivéssemos juntado os ministérios”, disse. “Por que a abertura comercial não foi feita antes? Parte por ideologia e parte por lobby”, disse.

O acordo com a União Europeia, na visão de Guedes, vai na linha do plano do governo de abrir o País de maneira gradual. “A abertura gradual da economia está assegurada”, disse. O ministro disse ainda que, resolvendo a questão fiscal do Brasil, o País caminhará para a redução dos juros. “Os juros devem descer lá na frente”, disse, em referência às expectativas do mercado.