25 de agosto de 2019

Bolsas de NY sobem com acordo orçamentário e expectativas para diálogo EUA-China

Os relatos de que uma delegação americana viajará na semana que vem à China para novas negociações também influenciaram o pregão.


Por Estadão Conteúdo Publicado 23/07/2019
Reprodução

As bolsas de Nova York fecharam a sessão desta terça-feira, 23, no positivo, repercutindo o acordo fechado entre a Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos sobre o teto da dívida pública. Os relatos de que uma delegação americana viajará na semana que vem à China para novas negociações também influenciaram o pregão.

O índice Dow Jones avançou 0,65% para 27.349,19 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,68% para 3.005,47 pontos, voltando a fechar acima da importante marca psicológica de 3 mil pontos, e o Nasdaq teve ganho de 0,58%, a 8.251,40 pontos.

O subíndice de insumos do S&P 500 avançou 1,99%, com alta expressiva da Sherwin-Williams (+7,84%), enquanto o subíndice industrial subiu 1,24%, com forte avanço da Black & Decker (+7,18%) e da General Electric (+4,31%). Estes dois segmentos são mais sensíveis ao crescimento econômico e respondem mais rapidamente a sinalizações sobre tensões comerciais.

Em meio à temporada de balanços, a Coca-Cola Company (+6,07%) liderou ganhos no Dow Jones, após divulgar lucro líquido e receita no segundo trimestre de 2019 maiores que no mesmo período no ano passado. No S&P 500 e no Nasdaq, a maior alta intraday foi da fabricante de brinquedos Hasbro (+9,95%), que superou previsões de analistas para vendas e lucros por ação no último trimestre.

Por outro lado, a Whirlpool (-3,96%) relatou ontem que teve lucro líquido no segundo trimestre do ano, revertendo o prejuízo líquido obtido no mesmo período de 2018, mas teve seus papéis desvalorizados na sessão de hoje, após apresentar vendas e lucros mais fracos na Europa, no Oriente Médio e na África. No Brasil, a empresa controla as marcas Brastemp e Consul.

Na arena política, lideranças democratas e republicanas no Congresso acertaram uma medida que, efetivamente, suspende o teto de gastos públicos por dois anos. O acordo evitou uma nova paralisação parcial do governo, mas analistas do LPL Research alertam para os riscos a longo prazo do aumento do déficit. “O compromisso agora é impulsionar os mercados acionários, mas a medida pode levar a juros mais altos e superaquecimento da economia no futuro”, avaliam.

Além disso, investidores receberam bem os relatos de que o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, podem viajar a Pequim na próxima semana. A possibilidade foi sinalizada pelo diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Kudlow, que destacou também o “gesto de boa vontade” da China com a intenção de elevar a compra de produtos agrícolas americanos. Já o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, pontuou em entrevista que não há data definida para as reuniões e que é “impossível” prever quando será fechado um acordo.

Do outro lado do Atlântico, as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) anuncie maior estímulo monetário após a reunião da próxima quinta-feira também ajudam as ações em Nova York. Nesse caso, o ânimo é apoiado também pela aposta majoritária de relaxamento monetário pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana.

Outras empresas que tiveram alta nesta terça-feira foram Apple (+0,78%), Amazon (+0,45%), Alphabet (controladora da Google, +0,78%), Microsoft (+0,62%) e 3M (+1,65%). Já entre as baixas do dia, estiveram Netflix (-1,07%), Walmart (-0,65%), Qualcomm (-2,41%) e CSX (-1,38%). / Com informações da Dow Jones Newswires.