17 de junho de 2019

Posts antigos sobre maconha levam deputada catarinense a excluir Twitter

A deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) virou, mais uma vez, alvo de polêmicas nas redes sociais


Por Estadão Conteúdo Publicado 09/04/2019
Arquivo Pessoal

A deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) virou, mais uma vez, alvo de polêmicas nas redes sociais. Internautas resgataram tuítes antigos em que a deputada falava sobre fumar maconha. Pouco depois da repercussão, o perfil de Ana no Twitter foi excluído. As informações são do Correio Braziliense.

Em uma das antigas mensagens, a deputada teria dito que precisava de “alguma (c)ois(a) para co(n)seguir estud(ar) (b)em rap(i)dinho esses artigo(s)”. As letras em destaque formam a palavra “canabis”. O post é de 2012.

No mesmo ano, Ana teria dito que queria ter muito dinheiro, mas que “não queria trabalhar muito”. Nesta segunda-feira, (8/4), o youtuber Cauê Moura trouxe esses tuítes da deputada à tona. Em outra mensagem igualmente antiga, a deputada teria escrito: “que eu farei nessa primeira semana de férias, sozinha em casa? Tomar Fluoxetina ou Cannabis”. Em resposta, o youtuber teria respondido à pergunta com “pode ser cannabis deputada, mas com responsabilidade”. O presidente do PSol em Florianópolis, Leonel Camasão, também compartilhou a série de mensagens supostamente publicadas por Ana em seu perfil pessoal no Twitter.

Como o perfil de Ana Campagnolo foi deletado, internautas pediram explicações nas páginas do Facebook e do Instagram dela, uma vez que, hoje, a deputada é do partido do presidente Jair Bolsonaro, conhecido por ter componentes que corroboram com a ideologia da sigla, declaradamente conservadora.

Pelo Facebook, a deputada disse que a foto de 2017 em que aparece “fumando”, na verdade, não era maconha e sim narguilé de chicletes.  “(Estão) dizendo que o quadro de Tolstoi é do Lênin e me chamando de ‘maconheira’ por causa de tuítes de 2012 ironizando manés que se drogam na faculdade'”, escreveu na publicação da rede social. “Tivemos que desativar o tuíter, por ora, de tanto maconheiro comemorando equivocadamente e me marcando. Brinquem à vontade, mas não esqueçam que eu fiz Proerd”, completou.