23 de setembro de 2020

Em 14 dias do mês, Amazônia já tem mais queimadas que em todo setembro do ano passado

O número de queimadas das duas primeiras semanas de setembro também já supera o total registrado de queimadas de setembro de diversos anos anteriores, como 2016, 2013, 2011


Por Folhapress Publicado 15/09/2020
Foto: Divulgação/SEMA-MT

Os primeiros 14 dias de setembro deste ano já tiveram mais queimadas na Amazônia do que em todo o mês de setembro de 2019. Até terça-feira (15), 20.485 focos de calor foram registrados no bioma pelo programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Em todo o mês de setembro do ano passado foram 19.925 focos.

Em três dias do mês, foram registrados mais de 2.000 focos de calor em cada um deles e setembro está com uma média de 1,4 mil queimadas por dia.

O mês, junto a agosto, é um dos mais críticos em questão de queimadas no bioma, historicamente, por se tratar do período seco na Amazônia. Desmatadores aproveitam esse momento menos úmido para queimar o material biológico que foi derrubado anteriormente.

O número de queimadas das duas primeiras semanas de setembro também já supera o total registrado de queimadas de setembro de diversos anos anteriores, como 2016, 2013, 2011 e períodos mais distantes, como 1998 e 1999.

Recentemente, Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente e chefe do Conselho da Amazônia, e Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, compartilharam um vídeo que afirmava que a Amazônia não estava queimando.

Em seu Twitter, Mourão afirmou: “Essa é a verdade. Nós cuidamos!”. As falas seguem a prática constante, durante o governo Jair Bolsonaro (sem partido), de minimizar ou ignorar dados ambientais que mostrem a destruição dos biomas nacionais.