26 de fevereiro de 2020

Viña é apresentado no Palmeiras e ‘sela paz’ de uruguaios com Felipe Melo

Felipe Melo e Viña trocaram camisas durante a apresentação, o uruguaio recebeu uma do Palmeiras com o nome e número do colega, enquanto entregou uma usada por ele pela seleção celeste


Por Estadão Conteúdo Publicado 11/02/2020
Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

O novo jogador do Palmeiras chegou ao clube nesta terça-feira (11) recebido por uma brincadeira diplomática. O lateral-esquerdo uruguaio Matías Viña assinou contrato por cinco temporadas e ao ser apresentado pela diretoria na Academia de Futebol, foi recepcionado pelo volante Felipe Melo, que anos atrás se envolveu em uma polêmica justamente pela animosidade criada com uruguaios.

Felipe Melo e Viña trocaram camisas durante a apresentação. O uruguaio recebeu uma do Palmeiras com o nome e número do colega, enquanto entregou uma usada por ele pela seleção celeste. “Estou contente em ser recebido por ele (Felipe Melo). As coisas que aconteceram lá atrás ficaram no campo. Fora, não há nenhum problema. Eu ter sido recebido por ele foi algo muito legal”, afirmou o lateral-esquerdo.

Ao ser apresentado pelo Palmeiras, em 2017, Felipe Melo disse na ocasião que para defender o clube, não teria medo de enfrentar argentinos ou dar tapa na cara de uruguaios em jogos da Libertadores. A declaração acirrou os ânimos naquela temporada durante partida contra o Peñarol, quando o próprio Felipe Melo foi o pivô de uma grande briga ao fim da partida.

Agora, essa animosidade parece ter sido superada. Felipe Melo fez até um discurso de boas-vindas. “Quero dar as boas vindas ao clube e ao país. Muita gente imaginava que eu não gosto de uruguaio, não é verdade”, afirmou. O novo lateral palmeirense foi revelado pelo Nacional, tem 22 anos e na última temporada foi escolhido o melhor jogador do campeonato local.

O reforço contou que no ex-clube conviveu com os compatriotas Egúren e Victorino, que passaram pelo Palmeiras e lhe fizeram boas recomendações. “Os dois foram companheiros meus no Nacional, me falaram muito bem do Palmeiras e me motivaram a vir para cá. Meu ídolo é Martín Cáceres, que joga na minha posição. Ele é alguém que admiro muito”, disse.

JEAN E GUERRA

Enquanto o Palmeiras apresenta o reforço Matías Viña, sonda outros possíveis reforços e está envolvido com a disputa do Campeonato Paulista, dois jogadores vinculados ao clube e com currículo vitorioso aguardam o desfecho de impasse para saber se serão negociados ou vão ganhar chance no time. O volante Jean, de 33 anos, e o meia Alejandro Guerra, de 34, treinam todos os dias na Academia de Futebol separados dos demais companheiros e à espera de uma definição.

Os dois não devem ser utilizados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo nesta temporada e têm outra condição em comum: ambos só têm contrato válido até o fim deste ano. O Palmeiras optou no ano passado por esticar o vínculo dos dois por mais uma temporada. Agora, a diretoria conversa com possíveis interessados para fechar contratos de empréstimo.

Guerra e Jean se apresentaram ao Palmeiras para a pré-temporada, em janeiro. Logo no começo do ano, os dois foram avisados pelo clube de que não seriam incluídos na viagem para a Florida Cup, nos Estados Unidos. Os jogadores permaneceram no Brasil e desde então trabalham diariamente na Academia de Futebol, geralmente em turno contrário ao dos demais colegas.

O venezuelano Guerra chegou a receber sondagem do Coritiba no fim de 2019, mas não houve acordo. O último jogo do meia pelo Palmeiras foi em dezembro de 2018, quando entrou nos minutos finais da última partida da temporada, contra o Vitória. No ano passado, o jogador passou seis meses sem ser utilizado pelo clube e no segundo semestre foi emprestado ao Bahia, onde atuou 18 vezes e marcou um gol.

Campeão da Copa Libertadores de 2016 pelo Atlético Nacional, Guerra chegou ao Palmeiras no início de 2017. O clube contou com um aporte da Crefisa no valor de R$ 11 milhões para efetuar a compra. O valor precisa ser devolvido à empresa com correção fixada pela CDI. O prazo para quitar a dívida é de até dois anos após a saída do atleta do clube.

Portanto, a negociação ideal para o Palmeiras seria conseguir vender Guerra para pelo menos diminuir o prejuízo. O problema, porém, são os altos valores. O venezuelano recebe cerca de R$ 250 mil mensais. Como a partir de julho o meia ficará a menos de seis meses do fim do vínculo e com a possibilidade de assinar um pré-contrato com outra equipe, é pouco provável que a diretoria consiga fechar uma venda por um valor alto.

LESÕES – Jean chegou ao Palmeiras no início de 2016 e sofreu nas últimas temporadas com lesões. Desde 2017, o jogador reclamava de dores no joelho direito, até que no início do ano seguinte o clube decidiu pela realização de uma cirurgia. Mesmo assim, depois do procedimento para reparação da cartilagem, ele teve pouca sequência na equipe, ao atuar em 23 jogos em 2018 e mais 11 vezes em 2019.

Jean conquistou o Campeonato Brasileiro duas vezes pelo Palmeiras (2016 e 2018), uma pelo Fluminense (2012) e outra pelo São Paulo (2008). No começo do ano passado, a diretoria decidiu esticar o contrato dele por mais um ano.