29 de maio de 2020

Palmeiras reduz R$ 2 mi mensais em salários e pode bater R$ 3 mi com trio

Só com as saídas de Fernando Prass, Edu Dracena, Thiago Santos, Miguel Borja, Antônio Carlos, Hyoran e Carlos Eduardo, a redução é de R$ 1,4 milhão de salários registrados em carteira


Por Folhapress Publicado 14/01/2020
O presidente Mauricio Galiotte, da SE Palmeiras, concede entrevista coletiva, durante treinamento, na Academia de Futebol. Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Além de reformular o elenco por questões esportivas, o Palmeiras decidiu liberar alguns de seus atletas para enxugar a folha salarial. Depois de ser a mais cara do país na temporada passada, a ideia agora é diminuir os custos ao máximo.

Só com as saídas de Fernando Prass, Edu Dracena, Thiago Santos, Miguel Borja, Antônio Carlos, Hyoran e Carlos Eduardo, a redução é de R$ 1,4 milhão de salários registrados em carteira.

A lei impõe que ao menos 60% do vencimento total de cada atleta esteja sob as normas CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ou seja, essa economia chega perto de R$ 2 milhões por mês considerando direitos de imagem e luvas. Em uma temporada, a redução ultrapassa os R$ 20 milhões.

Mesmo com a soma dos salários dos jovens que foram promovidos, a economia ainda é substancial. Somando os vencimentos de Gabriel Veron (ainda sob o contrato de menor de idade), Pedrão, Angulo, Patrick de Paula, Wesley e Vinícius, o total não chega a R$ 300 mil por mês. A conta tem um ligeiro aumento com Lucas Esteves, Alan e Gabriel Menino.

As saídas de outros três atletas que estão procurando um novo clube para 2020 aliviariam ainda mais a folha salarial. Deyverson, Jean e Alejandro Guerra estão fora dos planos e, juntos, significam um gasto mensal de R$ 830 mil registrados em carteira. Com a fatia dos direitos de imagem, o total pode chegar a R$ 1,1 milhão.

Ou seja, se conseguir concretizar a saída dos dez atletas acima listados, o Alviverde deixa de gastar aproximadamente R$ 30 milhões em salários em uma temporada, já considerando o acréscimo com os salários dos jovens que foram promovidos.
Além da redução na folha salarial, o Palmeiras também colocou os pés no freio no mercado da bola. Até agora, o time não contratou ninguém e já arrecadou mais de R$ 30 milhões com as vendas dos 20% de Carlos Eduardo ao Athletico e de Arthur para o Red Bull Bragantino.

A arrecadação ainda pode aumentar com futuras vendas como as de Deyverson, Victor Luís e Gustavo Scarpa por exemplo. Mesmo assim, a ordem é só gastar em contratações se elas forem acima do que o elenco já oferece a Vanderlei Luxemburgo.