11 de dezembro de 2019

Média de técnicos no São Paulo é de mais de três por ano com Leco

Com a saída de Cuca, confirmada na quarta-feira (26), a gestão do presidente Carlos Augusto de Barros Silva, o Leco, acumula 14 trocas de treinadores


Por Folhapress Publicado 27/09/2019
Érico Leonan/saopaulofc.net

Quando apresentou Cuca como técnico do São Paulo, em fevereiro, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, disse que gostaria de ter tido um apenas técnico desde outubro de 2015, quando começou a sua gestão. Passou longe disso.

Com a saída de Cuca, confirmada na quarta-feira (26), a gestão do atual presidente acumula 14 trocas de treinadores. No período com Leco à frente do São Paulo, o clube teve oito treinadores contratados. Além deles, outros profissionais assumiram de forma interina o comando da equipe cinco vezes.

Nenhum outro dos três principais times do estado de São Paulo passou por tantas mudanças desde 2015. O Palmeiras trocou de treinador nove vezes. O alviverde teve interinos em duas ocasiões no período. Santos e Corinthians mudaram de técnico oito vezes, cada, desde o final de 2015.

Leco assumiu o São Paulo após a saída de Carlos Miguel Aidar, que renunciou da direção em meio a uma série de denúncias de corrupção envolvendo sua administração. O atual presidente demitiu Doriva, que ficou apenas sete jogos no cargo, em 2015. Milton Cruz comandou a equipe até o final daquela temporada.

Para 2016, Leco trouxe o bicampeão da Libertadores Edgardo Bauza. O argentino conduziu o São Paulo à semifinal do torneio continental naquele ano, eliminado para o Atlético Nacional, que seria campeão. Deixou o time em outubro, para assumir a seleção da Argentina, mas é o nome que mais tempo ficou à frente da equipe com o atual presidente (48 jogos).

Desde então, passaram pela beira do gramado são-paulino: André Jardine (2016), Ricardo Gomes (2016), Pintado (2016), Rogério Ceni (2017), Pintado (2017), Dorival Júnior (2017-2018), Diego Aguirre (2018) e André Jardine (2018-2019), Mancini (2019) e Cuca (2019).

Ídolo do São Paulo como jogador, Ceni foi o que externou maior descontentamento com o cartola após a demissão. “Ele não se ajustou à dinâmica da nova situação. Como jogador ele era o ‘Mito’ (…). Com os maus resultados, aquela figura mítica foi, de uma certa forma, se embaçando”, disse o presidente dois meses após demitir Ceni. “É o momento de continuar uma nova carreira. Eu, se fosse o presidente, não me procuraria. E eu também não aceitaria um convite vindo dele”, respondeu o já treinador do Fortaleza.

Dentre os nomes que comandaram o São Paulo de Leco, o ex-jogador Pintado foi duas vezes interino. André Jardine, que também assumiu a equipe temporariamente tanto em 2016 quanto dois anos depois, foi efetivado no final do ano passado, e demitido em fevereiro de 2019. “Infelizmente meu estilo não casou. Que venha outro profissional para tirar mais”, disse Cuca na coletiva em que anunciou sua demissão.