11 de dezembro de 2019

Ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre usa as redes sociais para reclamar do VAR

Mano Menezes e o autal presidente do Verdão Maurício Galiotte também criticam o sistema e falaram que o Flamengo é beneficiado


Por Estadão Conteúdo Publicado 30/09/2019
Cesar Greco/Agência Palmeiras

O ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, usou as redes sociais para também reclamar do lance que anulou o gol da vitória da equipe alviverde no jogo contra o Internacional-RS. “Revoltante! Parece brincadeira de mau gosto! Sinceramente, achei que esse recurso extracampo, que claramente foi usado de maneira ilegal e decidiu a final do Paulistão 2018, viesse oficialmente para ajudar e dar credibilidade ao futebol! Hoje (domingo) percebo que esse VAR, cheira mal!”, escreveu.

O atual presidente do Verdão, Maurício Galiotte, e o técnico Mano Menezes fizeram duras críticas à utilização do VAR no Campeonato Brasileiro. As reclamações vieram após gol de Bruno Henrique anulado no empate entre a equipe paulista e o Internacional por 1 a 1, no domingo (29), no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Além da falta de critérios, ambos disseram que as decisões estão sendo tomadas para beneficiar o líder Flamengo.

“Em muitos lances, é só vocês fazerem um levantamento, o VAR não tem atuado em jogos do Flamengo, isso é fato. Ontem (sábado) foi um exemplo. Tem o jogo do Internacional também no Maracanã. A gente vem a público pedir uma arbitragem que apite igual para todos”, afirmou Galiotte. “Até vou citar o lance aqui porque, enfim… É uma situação desconfortável demais para o futebol. O Felipe Melo toma cartão em absolutamente todas as jogadas. Ontem (sábado – 28), o Gabriel pisou (lance com Daniel Alves) e o VAR não atuou”, completou.

O cartola reforçou que não está pedindo para ser beneficiado e sim que o mesmo critério seja aplicado para todos. “Há jogadas pontuais que para uns são de uma maneira e para outros está sendo diferente. O que venho pedir é que seja igual para todos. Senão o campeonato começa a perder a graça”.

Mano Menezes também citou o lance envolvendo Gabriel para reforçar os seus questionamentos contra a arbitragem de vídeo e afirmou que “o VAR não pode ter camisa”. “Nós assistimos todos os jogos, uma hora é uma coisa e outra hora outra. Ontem (sábado) vimos lance de cartão vermelho que o VAR não chamou. Todos chegamos na conclusão que era lance de cartão vermelho”, explicou. “O VAR não pode ter camisa, o VAR não pode ter pressão, o VAR não pode ter estádio. Tem que ter uma linha de conduta para que todos saibamos que tem que se comportar. Sabemos que não foi o caso dessa semana, ficou claro”.

Sobre o lance que anulou o gol de Bruno Henrique, o técnico questiona a nova orientação feita pela International Board (IFAB, na sigla em inglês), organismo que regula as leis do futebol. Desde 1.º de junho, a arbitragem deve marcar falta toda vez que a bola tocar na mão de um atleta da equipe que estiver atacando, mesmo que acidentalmente.

“A bola bate na mão do zagueiro do Internacional e raspa na mão do Willian. Isso não tem dúvida, está claro na imagem para nós. Ele marcou, depois da revisão, a bola do Willian. O Willian, antes da bola bater na mão dele, sofreu uma falta bem em frente à área. É muito complexo o lance, muito difícil. De maneira nenhuma foi voluntário o lance e não é o lance de acabamento da jogada. Me parece que a regra nova fala que você não pode fazer um gol com a mão. Mas ao sofrer a falta e levar vantagem nisso não está escrito em lugar nenhum. É nítido que o Willian não tem intenção. A gente fica chateado porque há interceptações diferentes do VAR”, reclamou Mano Menezes.