24 de outubro de 2019

Corinthians X São Paulo: acompanhe a transmissão da partida pela Educadora

A Educadora transmite a narração da Equipe Transamérica Esportes nas plataformas digitais


Por Redação Educadora Publicado 26/05/2019

Acompanhe a naração da partida a partir das 18h55 com a Equipe Transamérica Esportes; narração de Eder Luiz, Comentários de Henrique Guilherme, Reportagens de Marco Bello e Ivan Drago, Plantão de Lucas Ito e Humor do Gavião.

 

Mesmo com ingresso mais barato, Corinthians tem renda maior que o São Paulo

O Corinthians reencontra neste domingo (26), às 19h, no Itaquerão, o adversário que lhe propiciou sua melhor bilheteria na temporada.
Na final do Paulista, 46.481 torcedores compareceram ao Itaquerão para ver o time conquistar o título com vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, resultando em uma renda bruta de R$ 5 milhões.

Comparado ao rival deste fim de semana, o time alvinegro tem conseguido bons públicos graças a uma política de preços mais em conta.
Nas 17 partidas que o time alvinegro teve como mandante, os torcedores gastaram em média R$ 48 em ingressos. Já entre os são-paulinos, o gasto médio com entradas para o Morumbi foi de R$ 53.

Essa diferença, no entanto, não se reflete no faturamento dos dois clubes. Pelo contrário, é o Corinthians quem arrecada mais. Até o jogo deste domingo, o time alvinegro teve renda bruta média de R$ 1.610.423 por jogo, contra R$ 1.430.806 dos são-paulinos.
A vantagem da equipe corintiana é levar mais público aos seus jogos. Enquanto o São Paulo tem média de 26 mil torcedores por jogo, cerca 33 mil costumam frequentar a arena em Itaquera.

“Para definir o preço dos ingressos, o Corinthians tem um sistema de inteligência desenvolvido com a IBM. Leva em consideração uma série de fatores, como dia, horário, adversário… Nós temos conseguido manter uma média muito boa, acima dos 30 mil, seja em jogo grande ou pequeno”, diz o diretor financeiro Matias Antonio Romano de Ávila.

O dirigente, porém, reconhece que houve jogos com um público aquém do esperado, como diante do Flamengo, pela Copa do Brasil. A partida, pelas oitavas de final, teve 30.364 torcedores.

“Foi aquém, mesmo, mas pode acontecer quando se tem jogos grandes em sequência, fora o horário das 21h30.”
O duelo contra o time carioca registrou o sexto pior público do Corinthians no ano. Além disso, o tíquete médio foi o segundo mais caro cobrado pelo time alvinegro em 2019: R$ 66. Esse valor só fica abaixo do ingresso médio da final do Paulista: R$ 107.

Dono da quarta maior média de público da Séria A do Brasileiro, atrás de Flamengo, Corinthians e Palmeiras, respectivamente, o São Paulo tem um método semelhante ao dos corintianos para definir o preço de suas entradas.

Segundo o diretor financeiro Elias Barquete Albarello, o clube contratou uma empresa para estudar as variáveis que influenciam na precificação, como dia do jogo, horário e o campeonato em disputa.

“No ano passado, antes da Copa, nós estávamos com um tíquete médio muito baixo, cerca de R$ 20. A partir do segundo semestre, a gente contratou uma empresa, a Stadiummetric, que desenvolveu um modelo de precificação dinâmico.”

Dentro da dinâmica citada são incluídos estatísticas da própria equipe. “São analisados alguns fatores: a classificação no torneio, como está em termos de gols feitos e tomados, últimos resultados e o histórico contra o adversário”, conta. “Queremos agora incluir a previsão do tempo.”

De acordo com Albarello, o São Paulo espera fechar a temporada com um faturamento de, pelo menos, R$ 50 milhões com bilheteria. Até o momento, a renda brutal total do time foi de R$ 20 milhões.

Com três jogos a mais como mandante, o Corinthians faturou, até o momento, R$ 27,4 milhões. Esse valor, contudo, não vai para os cofres do clube e, sim, para o pagamento do financiamento de sua arena.

Inaugurado em maio de 2014, o estádio corintiano receberá neste domingo pela primeira Alexandre Pato, jogador que pertenceu ao Corinthians entre 2013 e 2016, mas que nunca pisou no gramado da arena, pois esteve emprestado ao São Paulo entre 2014 e 2015, depois foi cedido ao Chelsea e não mais voltou.

Redação Educadora com informações de Folha Press