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Corinthians descumpre prazo e não publica balanço financeiro

Andrés Sanchez entende que a publicação deverá ser realizada apenas depois de submetida à aprovação do conselho deliberativo, o que segundo ele não foi possível diante da pandemia do coronavírus


Por Folhapress Publicado 02/05/2020
Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

O Corinthians não apresentou seu balanço financeiro até esta quinta-feira (30), descumprindo o que determina a Lei Pelé.

O presidente do clube, Andrés Sanchez, entende que a publicação deverá ser realizada apenas depois de submetida à aprovação do conselho deliberativo, o que segundo ele não foi possível diante da pandemia do coronavírus.

“O governo baixou uma medida para que empresas possam (publicar seus balanços) até julho, e o jurídico (do Corinthians) entende que os clubes também fazem parte”, disse Sanchez.

Medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 30 de março concede prazo de até sete meses, a contar do término do exercício social (de 31 de dezembro de 2019 a 31 de março de 2020), para que cooperativas, sociedades anônimas e empresas limitadas realizem uma assembleia geral ordinária na qual serão analisadas as demonstrações financeiras.

A MP, no entanto, não engloba os clubes de futebol, a maioria constituído como associações sem fins lucrativos. Tanto é que a CNC (Comissão Nacional dos Clubes) enviou um pedido ao Ministério da Economia, no final de março, para que seja editada uma medida específica para as agremiações.

A comissão, que reúne os times das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, não obteve resposta até a noite desta sexta-feira (1º).

A Lei Pelé prevê que os clubes elaborem suas demonstrações econômicas e, após as submeterem a uma auditoria independente, providenciem sua publicação até o último dia útil do mês de abril.

Segundo o presidente corintiano, a demonstração financeira deverá ocorrer depois da aprovação ou reprovação do conselho. “Não podemos fazer reunião agora. Está tudo pronto, a auditoria externa deu o seu parecer inclusive”, afirma o dirigente.

São Paulo, Santos e Palmeiras publicaram os balanços em abril. O clube tricolor foi o único que apresentou déficit, de R$ 156 milhões. As receitas provenientes da negociação de direitos econômicos, direitos federativos, mecanismo de solidariedade e empréstimos de atletas caíram de R$ 149 milhões, em 2018, para R$ 104 milhões.

O São Paulo também registrou queda de R$ 135 milhões para R$ 110 milhões nas receitas com direitos de televisão. Por outro lado, o clube elevou o investimento em atletas, com R$ 149 milhões em contratações.

Os santistas tiveram um superávit de R$ 23,5 milhões, impulsionado pela venda do atacante Rodrygo para o Real Madrid.

Foram contabilizados R$ 215 milhões com a negociações de atletas e repasses de mecanismos de solidariedade. Desse montante, somente a venda do jovem atacante representa R$ 172 milhões. Em seguida vem a de Bruno Henrique para o Flamengo, por R$ 23 milhões. Em 2018, as transações garantiram ao Santos R$ 33 milhões.

O Palmeiras teve um superávit de R$ 1,7 milhão em 2019, bem mais modesto se comparado aos R$ 30 milhões do balanço de 2018.

O clube conseguiu aumentar receitas em 2019 com direitos de televisão – R$ 216 milhões, contra R$ 166 milhões em 2018 -, mas registrou declínio em arrecadação com bilheterias: de R$ 86 milhões em 2018 para R$ 61 milhões no ano passado.

No total, as receitas operacionais caíram de R$ 653 milhões para R$ 605 milhões.

O clube alviverde viu o Flamengo, seu principal rival pelo posto de clube mais rico do Brasil na atualidade, registrar um superávit de R$ 62 milhões em 2019. O time carioca contou com uma arrecadação bruta de R$ 950 milhões, e o Palmeiras, de R$ 642 milhões.

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