PF cumpre mandados na Bahia e São Paulo em mais uma fase da Lava Jato

Ação investiga pagamento de propina e lavagem de dinheiro em contratos da Transpetro; ordens partiram da 13ª Vara Federal e Curitiba


POLÍTICA
Por equipe
Sexta, 23 de março de 2018 às 11:06
A Polícia Federal iniciou a 50ª fase da operação Lava Jato na manhã desta sexta-feira (23). Denominada operação Sothis II, a ação está relacionada a investigações que apuram pagamento de propina a agentes públicos e lavagem de dinheiro em contratos da Transpetro.

Os policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão em Salvador (BA), Campinas (SP) e Paulínia (SP). Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara de Curitiba (PR). A operação é um desdobramento da 47ª fase da Lava Jato.

Um dos focos da investigação é a empresa do ramo de engenharia Meta Manutenção e Instalações Industriais Ltda, suspeita de pagar propina de R$ 2.325.00 ao ex-gerente da Transpetro, José Antônio de Jesus.

A investigação aponta a existência de transações bancárias a Meta Manutenção e uma empresa vinculada a José Antônio. As transferências foram realizadas entre os anos de 2009 e 2011.

Depois das transferências realizadas pela Meta Manutenção, familiares do ex-gerente da Transpetro foram favorecidos por transações bancárias vinculadas a José Antônio.

José Antônio está cumprindo prisão preventiva em Curitiba. O pagamento de propina ao ex-gerente foi apontado por executivos da NM Engenharia, em acordos de delação premiada.

47ª fase da Lava Jato

A primeira fase da Operação Sothis foi realizada pelos agentes da PF em 21 de novembro do ano passado, quando a corporação cumpriu 14 mandados judiciais nos Estados de Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Sergipe.

Os mandados eram para prisão temporária (1), condução coercitiva (5) e busca e apreensão (8).

A operação investigou o repasse ilegal de verbas para um funcionário da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Ex-gerente da estatal, José Antônio de Jesus foi preso em Camaçari, no Recôncavo Baiano, suspeito de receber R$ 7 milhões em propina e de fazer repasses ao PT, segundo informações da PF e do MPF (Ministério Público Federal).

Padre Marcelo Rossi

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