Apeoesp diz que não aceitará atraso no salário dos professores


EDUCAÇÃO
Por equipe
Terça, 22 de agosto de 2017 às 16:13



Em entrevista coletiva à imprensa na segunda-feira, 21, o prefeito Mário Botion anunciou que a Prefeitura tem dívidas com bancos e precatórios que devem comprometer o orçamento pelos próximos três anos. Segundo a Apeopesp, essa situação desperta o temor que haja atrasos no pagamento dos salários dos professores e do funcionalismo em geral.



 



Confira a nota:



"A APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Subsede Limeira, não aceitará atraso no salário dos professores. Estranhamos a forma como a Prefeitura se posicionou na coletiva de imprensa. Entendemos que é papel do prefeito e do seu staff apresentar à população os problemas, mas é uma exigência do cargo que apresentem soluções mais trabalhadas e inteligentes do que atrasar salários ou criar impostos.



Quando a população elege um prefeito, não o elege para que chore na mesa; ela o elege para que proponha saídas para a cidade.



É obrigação da prefeitura manter o salário dos seus servidores em dia, pois são esses trabalhadores que atendem a população na ponta. Quando o cidadão precisa de saúde, de educação, de assistência social, entre outros, é o funcionário público que o atenderá, e que paga seus tributos absolutamente em dia.



É preciso esclarecer ao prefeito que o salário dos professores vem do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação); fundo este específico para pagamento de salário do quadro do magistério, por isso não há desculpas para atrasar salário dos professores, porque o fundo é carimbado.



Somos solidários com todo funcionalismo público.



Por isso a APEOESP chamará as entidades que defendem o funcionalismo público de Limeira para uma ação contundente.



É importante ressaltar para a população que está virando moda no Brasil colocar a despesa da incompetência das gestões públicas nas costas dos trabalhadores e da população pobre. Assim o governo federal fez quando aprovou a PEC 55, atual Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos, com a Reforma Trabalhista, com o projeto de Terceirização e agora tenta penalizar ainda mais os trabalhadores com uma reforma previdenciária que praticamente inviabiliza o direito à aposentadoria.



Esperamos que o governo municipal apresente saídas para o funcionalismo público e toda a população de Limeira"

Caio Bortolan

Educadora Meio Dia