Trabalhador prioriza pagamento de dívidas com FGTS inativo

Mais de 20% dos trabalhadores realizaram, especificamente, o pagamento da fatura do cartão de crédito em atraso


ECONOMIA
Por equipe
Terça, 11 de julho de 2017 às 08:55
 Com o dinheiro do saldo inativo do FGTS em mãos, 21% dos trabalhadores priorizaram, especificamente, o pagamento da fatura do cartão de crédito em atraso, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC com 2.880 entrevistados de todo o Brasil em junho. Outros 16% optaram por pagar as contas de concessionárias, como água, luz, gás; 10% arcaram com o pagamento de empréstimo pessoal e consignado, e 10% quitaram dívidas com o cartão de loja.

A Caixa Econômica Federal liberou a partir de março o saque de contas inativas do FGTS. Os saques seguem um calendário de pagamentos de acordo com o aniversário do beneficiário. O prazo final é dia 31 de julho.

Do total dos trabalhadores entrevistados, 52% afirmaram ter direito ao saque de recursos das contas inativas do FGTS. Desses, antes do saque, 57% tinham em mente o pagamento de dívidas como o principal destino do recurso extra do Fundo de Garantia. Outros 17% pretendiam guardar o dinheiro e 11% antecipar o pagamento de contas e outras dívidas não atrasadas.

Na prática, não só os que afirmaram que pagariam dívidas, mas também os que disseram que fariam algo diferente, como fazer compras, poupar ou antecipar o pagamento das contas não atrasadas, usaram o recurso extra para quitar dívidas já vencidas (91%). Outros 3% pouparam; 2% anteciparam contas não atrasadas e 3% se dividiram entre compras de produtos e serviços, entre outras finalidades.

Mesmo com a intenção de pagar as contas atrasadas, como a maioria fez, apenas 14% dos trabalhadores conseguiram quitar todas as dívidas em atraso usando o saldo inativo do FGTS. Das contas que ficaram pendentes, o cartão de crédito representa 25%, empréstimo pessoal/consignado (12%), cartão de loja (10%), crediário (9%), contas de concessionárias (8%) e cheque especial (8%).

Feito o saque e o pagamento das dívidas atrasadas, 74% dos consumidores entrevistados conseguiram reassumir em parte ou totalmente o controle das finanças, em função do saque. Para 26%, entretanto, o valor sacado não foi suficiente para que pudessem ficar com as finanças pessoais em dia.

Ivan Schutzer

A Voz do Povo (reprise)